quinta-feira, 26 de maio de 2016

Amor, que por amor desceste/O Love That Wilt Not Let Me Go


Amor Que por Amor Desceste
Letra: George Matheson (1842-1906)
Título Original: O Love That Wilt Not Let Me Go
Música: Albert Lister Peace (1844-1912)




Nascido em Glascow, Escócia, em 27 de março de 1842, filho de um abastado empresário, George Matheson sofreu uma crescente perda da visão desde sua meninice. Aos 18 anos já estava completamente cego. Mesmo assim, mostrou-se aluno brilhante, tanto nas Academias como na Universidade de Glascow. Licenciado ministro da Igreja Livre da Escócia (Presbiteriana), tornou-se assistente na Igreja Sandyford. Mais tarde assumiu o pastorado na igreja de Clyeside, em Innellan, condado de Arvallshire, ali ministrando por 18 anos.
Em 1886, Matheson aceitou o pastorado da Igreja São Bernardo, uma igreja de 2.000 membros, em Edimburgo, capital. Nesta igreja tornou-se altamente respeitado e amado, servindo até 1899, quando sua precária saúde o forçou a se aposentar. Muito conhecido, Matheson foi um dos mais destacados ministros escoceses dos seus dias. A Universidade de Edimburgo lhe conferiu o doutorado em Divindade em 1879 e a universidade de Aberdeen o doutorado em Letras (ambos honoris causa), em 1902.
Dr. Parkhurst, famoso pregador de Nova Iorque, descreveu Matheson depois de uma visita a sua igreja:
“A união da imaginação e razão na sua pregação e a profundeza da sua teologia fazem o seu ministério ter grande e viva influência, especialmente ente os jovens. Ele entra no púlpito, que não é maior do que um barril de trigo. Tem o rosto e porte do General Grant (famoso general da Guerra Civil, e então Presidente dos Estados Unidos), mas é mais alto.
Com olhos abertos naturais, ninguém adivinharia que é cego. Agora se levanta, (…) vacila um pouco antes de ganhar o seu equilíbrio. Anunciando um Salmo, toma seus versículos sem erro de palavra. Durante o culto, pedindo diversos hinos e leituras com capítulos e versículos, ele não erra. Então ora. E que oração! Parece-me profano falar sobre ela! Sente também o coração do seu povo. Quarenta minutos ele prega e somos instruídos, restaurados e inspirados.”
Matheson escreveu muitos livros teológicos e devocionais e um livro de hinos denominado Sacred Songs(Cânticos Sacros), em 1890. Ao menos dois destes hinos foram traduzidos para o português. Este, que aparece em muitos hinários evangélicos, e um outro muito profundo: Cativa-me , Senhor, que apresenta o enigma: a vitória real vem através de rendimento incondicional.
Sobre o surgimento do hino Amor que Por Amor Desceste Matheson escreveu:
Ele não foi composto. Veio, como inspiração. Lembro-me muito bem da ocasião. Foi em Innelan, numa noite de junho de 1882. Eu tinha sofrido uma perda enorme e estava muito deprimido. Enquanto sentava ali acabrunhado, as palavras brilharam na minha mente como relâmpago, e em poucos minutos as quatro estrofes estavam completas. Parecia que elas tinham sido ditadas a mim por mão invisível, completas em linguagem e ritmo.
O poeta não nos conta a fonte do seu sofrimento, mas relata que a ocasião foi no dia do casamento da sua amada irmã, que sempre fora sua mão direita. Aprendeu grego, latim e hebraico, para melhor ajudá-lo nos seus estudos teológicos. Esta irmã continuou a colaborar com ele durante toda sua vida. Era ela quem o guiava nas suas visitas pastorais. Concordo com Bailey que acha que o casamento dela trouxe a Matheson a lembrança de uma outra perda, a da sua noiva que o deixou, tantos anos antes, quando soube que ele se tornaria completamente cego, e que o intenso sofrimento de estar na escuridão da sua cegueira, totalmente só, foi o que afligiu o autor.
O hino apareceu pela primeira vez em 1883, em Life and Works (Vida e Obra), o periódico mensal da Igreja da Escócia. Em 1885, foi incluído no Scottish Hymnal (Hinário Escocês). Matheson faleceu repentinamente em 28 de agosto de 1906. Certamente, naquela hora, houve júbilo inexorável para aquele servo de Deus, ao deixar, para sempre, este mundo de escuridão para a luz do rosto do seu Salvador!
O dinâmico evangelista e hinista Henry Maxwell Wright não tentou traduzir este maravilhoso hino, mas adaptou-o em 1912. Foi publicado na coletânea In Memoriam Henry Maxwell Wright por seu grande amigo J. P da Conceição, juntamente com o seu acervo de 151 hinos e 42 coros. Seguindo-se logo sua inclusão em outros hinários evangélicos, este hino tornou-se muito amado em todo o Brasil.

Fonte: Historias dos Hinos do Hinário Adventista, ao qual agradeco a cessão.
No Cancioneiro Salvacionista o hino é o de no. 31

O hino em português:

https://www.youtube.com/watch?v=PKqo5Jk1xo4


No original em inglês:

https://www.youtube.com/watch?v=qmk9sfX_QPY

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